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Período ovulatório

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O período ovulatório é aquele espaço de tempo em que a mulher tem mais chances de engravidar. No período fértil, os hormônios femininos ficam à flor da pele e a libido da mulher aumenta. O útero se prepara para receber a fecundação, para dar início ao primeiro estágio da gravidez.

No post de hoje, nosso colunista, o Dr. Marcelo Marinho, explica tudo sobre o período ovulatório. Confira!

Período Ovulatório

De modo didático, o ciclo menstrual se divide em duas fases principais, sendo a fase folicular e a fase lútea. Entre elas, está o período ovulatório. A fase folicular começa no 1º dia do ciclo, que corresponde ao 1º dia da menstruação.

Ao longo de toda essa fase, alguns eventos hormonais liderados pelo hipotálamo e pela hipófise comandam os ovários e o resultado é o crescimento de pequenos folículos. Ao final dessa fase, um desses folículos terá crescido e se tornando um folículo pré-ovulatório.

Em média, em torno do 14º dia do ciclo, este folículo se rompe, liberando um óvulo contido em seu interior. A ovulação em si é precedida por eventos hormonais em sequência, que produzem alguns sinais, alguns deles perceptíveis pelas mulheres.

A ovulação é precedida do aumento súbito de um hormônio fundamental para que ela ocorra, o hormônio luteinizante (LH). Este evento desencadeia outros para que, na sequência, ocorra a ruptura do folículo e a liberação do óvulo.

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Esse é o grande momento do ciclo e os dias próximos a ele são denominados de período fértil. Em ciclos regulares de 28 dias, a ovulação ocorre em torno do 14º dia. O período fértil engloba três dias antes e três dias depois à ovulação. Uma relação sexual que ocorra nesse período pode gerar a gravidez.

Em toda a fase folicular, com o crescimento do folículo, um hormônio é produzido de modo particular e crescente, o Estrogênio. Nos dias anteriores à ovulação, esse hormônio atinge níveis altos no sangue, produzindo alguns sinais no organismo feminino.

Alguns exemplos são uma maior lubrificação vaginal e a liberação de um muco cervical (produzido no colo uterino), o que é muito importante para facilitar a entrada dos espermatozoides no útero após a relação sexual.

Outro sinal é a elevação da temperatura basal no momento da ovulação. Essa característica não é perceptível e, para ter conhecimento sobre ela, é preciso medir a temperatura corporal basal (TCB) diariamente pela manhã, antes de sair da cama.

Quando se deseja engravidar sem acompanhamento médico formal, as mulheres podem recorrer a essa prática para conhecer o seu período fértil. Desde que suas menstruações sejam regulares e que suas mensurações sejam precisas.

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Vale lembrar que essa atividade não é a mais adequada, já que pode ser influenciada por outros fatores, como estresse, algumas doenças infecciosas e uso de medicações, por exemplo.

No dia da ovulação, muitas mulheres percebem uma sensação de incômodo leve e de dor passageira na pelve, causada pelo contato do líquido folicular com uma fina membrana, que reveste o abdômen internamente, chamada peritônio.

Após a ovulação, o óvulo é captado pela trompa, podendo ficar disponível até 24 horas, em média, para ser fecundado pelos espermatozoides. O que antes era um folículo passa a ser chamado de corpo lúteo, mudando completamente suas funções.

Agora, ele produz, de modo prioritário, outro hormônio, a Progesterona, fundamental para preparar o endométrio, o deixando em condições ideais para que o embrião formado na trompa se implante, gerando a gravidez tão esperada.

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