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O que é adenomiose?

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É cada nome que a gente escuta falar ne? ADENOMIOSE! Parece até um palavrão. Mas é uma doença. E neste post você vai entender tudo sobre ela. Confira!

Entenda o que é adenomiose?

Endométrio é o material que reveste a parte interna do útero, cresce durante o ciclo menstrual e descama gerando a menstruação se uma gravidez não ocorrer. É um tecido composto por glândulas que crescem conforme a ação hormonal, principalmente do estradiol.

A adenomiose é uma doença caracterizada pela presença deste endométrio na musculatura do útero. Neste local, e conforme a sua quantidade, pode causar uma série de sintomas como dor pélvica, sangramento uterino e até infertilidade.

Difere da endometriose, pois nesta temos o mesmo endométrio, mas localizado fora do útero, em locais como ovários, trompas, bexiga, intestino ou qualquer outra parte do corpo. Ambas as doenças possuem características semelhantes, mas são consideradas doenças distintas. Conforme a localização a endometriose pode causar sintomas variados, sendo os mais comuns a dor pélvica, dor na relação sexual, alterações urinárias ou intestinais, entre outros.

O diagnóstico de ambas as doenças se inicia pelos sintomas. É comum vermos mulheres que apresentam como único sintoma a infertilidade. Muitas até já se acostumaram com alguns sintomas, como a dor, e sofrem caladas.

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Na presença de sintomas, iniciamos a investigação que se baseia principalmente em exames de imagem como ultrassom e/ou ressonância magnética. Exames de sangue, como o CA 125, também podem ajudar no diagnóstico. Na endometriose podemos ter mulheres com todos os exames normais e que só farão diagnóstico através de uma laparoscopia, onde uma câmera é colocada dentro da barriga. Na adenomiose, temos sempre alguns sinais da doença no ultrassom e/ou ressonância.

A adenomiose pode ser controlada através de tratamentos hormonais que estabilizam ou bloqueiam a doença. Os hormônios podem ser utilizados através de pílula, adesivo, anel vaginal, gel transdérmico, implante, DIU (dispositivo intrauterino), injeção subcutânea ou intramuscular. O tratamento costuma ser eficaz com o emprego destes hormônios, sendo a cirurgia necessária em raríssimos casos.

O problema é que o tratamento hormonal não costuma possibilitar uma gravidez durante o uso. Em situações de infertilidade pela adenomiose é comum a redução da doença com tratamento hormonal seguida pela parada dos hormônios e imediata tentativa de gravidez.

O diagnóstico precoce da doença é importante para seu pronto controle. Adenomiose leve é comum e com sintomas raros ou ausentes, influenciando pouco a fertilidade. Em tratamentos de reprodução assistida, como a fertilização in vitro, a implantação do embrião pode ser prejudica ou bloqueada. O tratamento hormonal prévio pode ajudar no controle da doença, melhorando a receptividade uterina e gerando maior taxa de gravidez.

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