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Gravidez tardia

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Hoje vamos falar sobre gravidez tardia. Atualmente, está cada vez mais comum as mulheres adiarem para ter filhos. Quais as consequências que uma gravidez tardia pode gerar?

No post de hoje, nosso colunista, o Dr. Marcelo Marinho, explica tudo o que você precisa saber sobre gravidez tardia.

Gravidez tardia

Engravidar pode ser um grande sonho para muitas mulheres. Dentre as diversas nuances sociais impactadas por novas realidades modernas, o perfil da maternidade também vem sendo modificado.

Se, por um lado, novas perspectivas profissionais e costumes sociais são pontos positivos e muito comemorados, eles também criaram a necessidade de adiamento da maternidade, da primeira gestação. É a chamada gestação tardia.

Ainda vale o conceito de que idealmente a gravidez deva ocorrer entre 20 e 30 anos de idade. O limite mínimo que define uma gravidez de risco também vem sendo alterado para a primeira gravidez, hoje, considerado de 35 anos. Entretanto, esta recomendação biológica, que deve ser sempre lembrada, atende apenas a um grupo.

A cada ano, pelos mais variados motivos, as mulheres tentam ter seus filhos mais tarde. Dados do Sistema de Informações Sobre Nascidos Vivos, do Ministério da Saúde, mostram uma clara tendência das mulheres brasileiras em terem filhos após os 35 anos de idade.

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Para se ter uma ideia, na última década, houve um aumento de 84% entre as mulheres que engravidaram após essa idade. Os partos de mulheres acima de 40 anos já representam entre 2 e 5% do total do país, tendo ainda caráter crescente.

Sabemos que, com o passar dos anos, principalmente após os 40 anos de idade, alguns cuidados devem ser tomados, com acompanhamento obstétrico atento, particularmente se presentes algumas doenças como hipertensão, diabetes, hipo/hipertireoidismo, etc. Todas essas situações, quando presentes, são, hoje, muito bem conduzidas por profissionais obstetras.

Um problema de se adiar a gestação é a queda na qualidade dos óvulos após os 35 anos, sem falar da queda da reserva (quantidade) de folículos/óvulos nos ovários, combinação que reduz as chances reais de gravidez já a partir dos 35 anos.

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Como alternativa a esses casos, recomendamos o congelamento de óvulos toda vez que, próximo dessa faixa etária, não houver o planejamento de ter um bebê nos anos seguintes. Cabe ressaltar que, após os 40 anos, as chances de uma gravidez são particularmente afetadas, e as mulheres precisam estar atentas. Por outro lado, os avanços no campo da Medicina Reprodutiva tornaram possíveis ferramentas interessantes e seguras.

Um exemplo é a possibilidade da pesquisa de doenças cromossômicas embrionárias em laboratório antes da colocação dos bebês no interior do útero da futura mãe. Esse procedimento conta com elevadas taxas de acerto diagnóstico e torna a gravidez mais segura.

Assim, é muito importante contar com uma equipe especializada para proporcionar segurança nessa fase de vida, que também traz suas vantagens ligadas à maturidade e à experiência para lidar com os desafios da maternidade.

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