Ontem foi dia Internacional da mulher e não podíamos deixar essa data passar em branco sem uma reflexão: será que a luta pela liberdade é a luta pela felicidade?
Quem conversa trazendo luz ao tema é a psicóloga Ana Café, fundadora do Instituto ConstruirSer. Confira!
Dia Internacional da mulher: A luta pela liberdade é a luta pela felicidade?
*por Ana Café
O dia 08 de Março mais uma vez não é uma data para comemorar ou prestigiar a mulher. Eu venho há algum tempo sinalizando e pontuando a importância de se falar das mudanças que estão se dando no universo feminino. O grande alerta que se vem com isso é entender que a mulher ainda não atingiu o patamar de satisfação, de completude e segurança que ela quer e que tanto busca.
O dia 08 de Março marca todo esse movimento feminista pela liberação da mulher. Porém a gente fala de mulher e de homem, não só de um corpo físico mas do emocional também. Existem determinadas coisas que vão satisfazer a cada gênero, mas a mulher nessas lutas por liderança e pelo lugar no espaço de trabalho, que são super importantes, vem, no entanto, se perdendo na feminilidade dela. Vem se perdendo no arquétipo, naquilo que ela carrega de fêmea.
Isso precisa ser resgatado de alguma forma, falar de comemorar e de festejar o dia da mulher é repensar porque a mulher começou a adoecer tanto nos últimos tempos? Porque, nos tempos atuais, a mulher vem adquirindo diversas doenças que são do mundo masculino, do universo e do arquétipo masculino? Porque a gente começou a guerrear, a ser tão guerreira quanto os homens. Só que não temos estrutura física para isso, então como poder concretizar meus sonhos, meus desejos, lembrando que eu tenho um corpo de fêmea, de mulher, lembrando que eu tenho um corpo preparado para criar e procriar, diferente do homem.
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Todos os nossos hormônios e nosso metabolismo vivem as situações do dia a dia de maneira diferenciada. A mulher se prepara constantemente, todo mês, para novas mudanças. A mulher menstrua, a mulher tem muito mais habilidade para enfrentar e lidar com crises e mudanças do que o homem. Então, como a gente pode aprender mais sobre essa alma feminina, para que a gente possa lutar pelos nossos direitos e nossos anseios sem que isso venha fazer com a gente adoeça tanto? sem que isso seja uma luta contra nós mesmas e contra a nossa verdade?
O direito de ser é ser de forma integral, não é deixar de ser para virar um processo compatível, um processo de luta entre gêneros. É a possibilidade que ambos ocupem os mesmos espaços com sua dinâmica e sua capacidade intrínseca de desenvolver determinadas tarefas. Eu, tenho um exemplo interessante. Jamais vou ter que fazer esforço para abrir alguma coisa. Eu geralmente peço ajuda de algum homem porque eu tenho certeza que eles têm mais força do que eu, fisicamente. Isso é real. Eu não quero competir com ele mostrando força de que sou capaz de abrir, não quero e não posso, eu posso pedir ajudar.
Como é extremamente viável que o homem também possa ter essa compreensão, em querer pedir ajuda para uma mulher em assuntos que dizem respeito a criação dos filhos, a uma resolução dentro da empresa que implique em uma necessidade de entender emocionalmente uma equipe, que são coisas que a mulher realmente acaba tendo um manejo mais assertivo.
Então, eu acho importante que a gente possa estar desenvolvendo essas ideias, esses temas, no dia internacional da mulher até para que essa mulher se lembre quem é ela e de onde ela vem e para que ela possa cada vez mais crescer na suas demandas profissionais e ainda assim florescer no seu feminino, na sua arte de ser, na sua maneira de ser.
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Com relação à maternidade, a gente vê hoje uma crise muito grande, vivida por muitas mulheres que acabam tendo filhos em uma idade avançada, já sem tanta energia para a maternidade. Se por um lado é uma maternidade mais planejada, e entra uma coisa que faz parte dessa construção da mulher que é a maternidade, acaba deixando de alguma forma de lado, não vivenciando na plenitude essa experiência de ser mãe. Não quero dizer que todas as mulheres têm o desejo e o sonho de ser mãe, não acho isso, mas muitas têm, a maioria.
Antes de qualquer decisão tomada, a mulher pensa em tudo – 9 meses gestando e depois o nascimento, o período de amamentação. Diante disso, como fica a vida profissional? Esse é um dilema, portanto, que vem trazendo bastante prejuízo na estrutura da família, bastante diminuída e envelhecida. Com as mães cada vez mais retardatárias na maternidade. E a consequência, a nível de consultório, é um desespero muito grande da mulher por querer ser mãe e ser profissional.
É um vazio muito grande para ela, por muitas vezes, ver que não poderá ter mais tempo de vivenciar a maternidade e a construção da família. É mais um fator que faz a gente repensar, sobretudo no Dia Internacional da Mulher, se estamos entrando nesse mundo da liberdade feminina e do crescimento da mulher no mercado de trabalho. Mas se estamos entrando da forma adequada e trazendo a felicidade dessa mulher. Porque o objetivo é ser feliz e encontrar a satisfação na construção de todas as áreas da vida. Se não encontramos isso, então para que lutar?
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