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Candidíase vaginal pode reduzir a chance de gravidez?

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Você já ouviu falar que candidíase vaginal pode reduzir a chance de gravidez? Pois bem, neste post você vai entender melhor este assunto. Essa doença não afeta no processo de gestação, mas merece atenção e quem explica tudo é a nossa colunista Paula Fettback, ginecologista especialista em infertilidade. Confira!

Candidíase vaginal pode reduzir a chance de gravidez?

No Brasil, 52% das mulheres já tiveram candidíase vaginal pelo menos uma vez na vida. A estimativa faz parte de um estudo da farmacêutica Bayer encomendado ao Ibope. A verdade é que a patologia não atrapalha o processo de gravidez e o índice de infertilidade gerado por ela é praticamente nulo, porém, ela merece total atenção por parte das mulheres, principalmente aquelas que desejam engravidar, estão prestes a dar à luz ou desejam viver com mais qualidade de vida ou ter uma vida sexual saudável.

Na vagina de toda mulher, existe o fungo Cândida Albicans, que contribui para um nível saudável de PH da região. Porém, quando há o aumento excessivo desse fungo, um desequilíbrio da flora vaginal é desencadeado, gerando o que chamamos de “candidíase vaginal”.

A mulher também pode desenvolver um episódio de candidíase após ter relação sexual com um parceiro que tenha a candida, caso muito conhecido entre parceiros, devendo sempre lembrar-se de tratar o casal. Porém, é sempre bom lembrar que o fungo, Cândida Albicans, tem mais chance de se desenvolver em excesso em ambientes quentes, abafados e úmidos.

Dessa forma, as chances de adquirir a doença aumentam quando a mulher faz uso prolongado de calças apertadas ou de calcinhas muito justas ou biquínis e roupas molhadas. Outros agentes que contribuem para o aparecimento da doença são alterações hormonais ou das taxas de imunidade, e isso inclui o período de gestação.

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Em geral, o sintoma imediato é o corrimento esbranquiçado e espesso, acompanhado de coceira intensa, ardência ou dor na vulva. Acontece principalmente na hora de urinar ou ter relações sexuais, além de inchaço e vermelhidão na região. Após o diagnóstico médico, que pode ser realizado por meio da simples avaliação dos sintomas ou de exame, em geral, recomenda-se o uso de medicação oral e local, que varia de mulher para mulher.

Sempre aconselho as pacientes a dormir sem calcinha para que a pele possa ter um período maior de respiro. Além disso, é importante secar bem as partes íntimas após o banho, preferir o uso de calcinhas de algodão e evitar usar calças apertadas ou ficar muito tempo com a calcinha do biquíni molhada. Outra recomendação importante: só faça duchas íntimas com recomendação médica para não alterar o PH da região sem necessidade.

A candidíase não afeta o desenvolvimento do bebê. Porém, tão logo a mulher detecte os sintomas, é fundamental procurar por orientação médica. Isso porque, durante o parto normal, existe a possibilidade de a criança ser contaminada com candidíase oral. E, na sequência, contaminar o seio da mãe no momento da amamentação, culminando numa candidíase mamária.

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